sexta-feira, 29 de junho de 2012

Madri em 5 horas


Chegamos em uma manhã de sábado, com atraso no vôo, o que diminuiu nosso tempo na cidade. Deixamos  as malas no locker do aeroporto de Bajaras, pagando uma taxa de 4,80 euros (válida por 24h) e tomamos o metrô até o centro da cidade. O metrô passa dentro do aeroporto e o bilhete custa 1,50 euros e pode ser facilmente adquirido nas máquinas. Existe uma taxa, que eles denominam suplemento, no valor de 3 euros, que deve ser paga assim que se retorna ao aeroporto, novamente gerando um outro bilhete na máquina.   
Optamos por descer na estação Plaza de Spaña e seguimos para a praça de mesmo nome. O calor estava infernal, já que o verão é muito seco na Espanha. A arborização da praça e as fontes ajudaram a refrescar.




Obedecendo ao que foi traçado no roteiro, seguimos para o Templo de Debod, que é um antigo templo egípcio, que foi doado à Espanha em agradecimento ao apoio recebido pela nação para salvamento dos templos de Nubia. Quatro nações receberam essa compensação, entre elas a Espanha. 




Tomamos o rumo da Gran Via, que é uma das principais vias de Madri. Na verdade, é o centro financeiro da capital e grandes empresas e escritórios estão ali instalados. Escolhemos o restaurante Tapas 44, que fica bem em frente da estação Plaza de Spaña.
O termo Tapas é usado porque você de fato dá uns tapas na comida. São pequenas porções de um determinado prato, quase um aperitivo. Pra quem tem bom apetite, é de bom tom pedir umas três porções. Todos do grupo pediram tapas diferenciados, passando pelo salmão, ovos com legumes, hamburguer e por aí vai. Confesso que quase nenhum agradou a não ser as 'alitas de pollo', ou seja, asinhas de frango, fritinhas e muito bem temperadas.
  


Dali, saímos a caminho da Puerta del Sol, que é o marco zero de Madri e é local concorrido pelos turistas. 

Gran Via

Puerta del Sol


Subindo a Calle Mayor, a uns 300 metros da Puerta del Sol, encontramos a Plaza Mayor, que é realmente uma praça enorme, cercada por prédios. Só uma foto panorâmica para dar uma ideia da dimensão da praça.



Continuamos o percurso pela Calle Mayor, seguindo caminho para o Palácio Real e para a Igreja de Almudena que fica bem em frente ao palácio.  

Palácio real


Ig. Nossa Sra. de Almudena


Depois das visitas, nosso tempo se esgotava, e então era hora de retornar ao aeroporto, antes que a carruagem virasse abóbora. Cortamos caminho pela Plaza de Oriente, que fica bem em frente ao Palácio Real, a fim de alcançar a estação de metrô Opera, assim chamada porque fica em frente à Ópera de Madri. 

Plaza de Oriente
 

Opera de Madri
Madri entrou no roteiro, acidentalmente. A viagem começaria por Berlim, mas como compramos bilhetes para um vôo com um intervalo de conexão de 9 horas em Madri, nada mais justo do que nos apresentarmos à cidade. E para isso, esse pequeno roteiro foi construído, considerando um dos quadrantes de pontos turísticos no centro madrilenho. 






  

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Roma

Posso começar dizendo que Roma é fantástica!! Lugar cheio de energia, cheio de luz. Embora tenhamos visitado no finalzinho do inverno, todo aquele ar sombrio característico da estação não conseguiu ofuscar a vibração da capital italiana.

O primeiro dia de passeios começou cedo. Às 09 horas já estávamos de mapa nas mãos e a caminho dos pontos a serem visitados. A primeira ânsia, claro, era pelo Coliseu. Tomamos o rumo da Via Labicana e alcançamos o Coliseu lindo e imponente, carregando seus anos de história e batalhas ali travadas.





Em frente ao Coliseu ficam algumas pessoas usando os trajes de soldados/imperadores romanos, ávidos por alguns euros em troca de uma foto com eles. Mas sempre tão simpáticos que você não perde a oportunidade.


O interior do Coliseu é aquela maravilha que já se pode imaginar. As ruínas parecem exibir o que tudo ali ocorreu. Existe um pequeno museu em exposição em uma das dependências, com armas, elmos e outros instrumentos utilizados durante as batalhas entre os gladiadores.




Depois de explorar o que o Coliseu tem de bom para mostrar, seguimos para ver o Palatino e o Foro Romano. No caminho, depara-se com o Arco de Constantino.

Arco de Constantino
O caminho do Palatino é surreal! Mesmo com o inverno as árvores parecem frondosas. As ruínas que lá estão nos levam a uma viagem no tempo. 






Abaixo, o Foro Romano.




Basílica de São Pedro

Segundo dia, visita ao Vaticano. A princípio, achei que o acesso do centro de Roma até lá seria dificultoso. Mas o metrô nos deixa praticamente na entrada e bem em cima de uma feira e rua de lojas com preços tentadores, tanto para roupas quanto sapatos e acessórios. Isso já nos fez chegar ao átrio do Vaticano carregando sacolas e sacolas.


Praça central do Vaticano

O terceiro dia foi reservado ao circuito Fontana de Trevi - Pantheon - Piazza Navona. E é claro que durante o percurso você cruza com muitos outros monumentos e belezas de Roma.

Fontana de Trevi


Descobri que não basta apenas jogar as moedinhas na fonte. Isso deve ser feito de um modo simbólico, o qual, lógico, é carregado de superstição. Deve-se lançar a moeda usando o braço direito sobre o ombro esquerdo, enquanto se faz o pedido, igualmente eu fiz na foto abaixo.


Seguimos para o Pantheon, que fica numa praça cheia de cafés, ótimos lugares pra sentar e sentir o sol que teimava com o vento frio.


Pantheon



A Piazza Navona é um charme só. Vários artistas expondo suas artes, muita gente circulando, as fontes que enfeitam a praça, os cafés no entorno fazem do local um lugar agradável de se estar. 




Nas minhas pesquisas para a viagem, percebi que o ideal era ficar em um hotel próximo a estação Termini, que é a principal estação de trem de Roma, de onde saem diariamente trens para vários lugares da Itália e Europa. E como sairíamos de lá para Veneza, usar essa opção seria boa pedida. O hotel reservado foi o Giolitti, um 2 estrelas pequeno, mas com quartos bem arrumadinhos. Lembrando que há um imposto obrigatório pago por cada visitante cobrado por dia de estadia (2 euros/dia). Portanto, se no fechamento da conta no hotel, isso for cobrado a você, não reclame porque é obrigatório. 
Em se tratando de Europa, considero Roma um lugar budget. Restaurantes bons e com oferta de bons preços possibilitam comer bem e barato em Roma. Outra vantagem é a malha de metrô, muito bem distribuída, com paradas próximas aos principais pontos turísticos, o que facilita muito a vida dos turistas. Sem contar o preço do bilhete (pagamos 1 euro em fevereiro de 2011) para qualquer zona. O preço mais em conta que encontramos durante a jornada.
Vale um retorno! Mas só depois de visitar todos os outros 2.466 lugares que ainda desejo ir :)