segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

São Luís - Maranhão (março de 2010)

A viagem a São Luís foi uma sequência da jornada até Alcântara. Saímos da pequena cidade, às 9 horas da manhã, rumo à capital maranhense. A intenção era chegar no porto de Cujupe em 1 hora para tomar o ferry boat, que sai em horários determinados. Eu já havia consultado o site previamente e verificado os horários (http://www.serviporto.com.br/index.php?conteudo=ferryboat). Os ferry boats têm capacidade para cerca de 35 carros, possuem uma cabine no andar superior para acomodar os passageiros e a travessia dura em média 1 hora.
Chegamos no porto da Ponta da Espera, em São Luís, por volta de 11.30 horas. O trajeto até o centro da cidade dura cerca de 15 minutos. O hotel que reservamos fica na Ponta d'Areia, parte nova da cidade. Eu já havia ficado hospedada nesse mesmo hotel há uns anos atrás e como ele tem a vantagem de ficar exatamente na praia e tem uma boa estrutura, com piscina, sauna, academia, boate e um restaurante ótimo e com preços acessíveis, resolvi apostar novamente nessa estadia. Sem querer fazer propaganda, mas acho que vale a dica: http://www.praiamar.com.br

Hotel Praia Mar, ao fundo

Piscina adulto e infantil, com bar e sauna

Brinquedoteca

Feito o check in, deixamos as malas no quarto e saímos para o almoço. O hotel fica a um passo da Av. dos Holandeses, que é uma das vias principais e recheada de restaurantes, bares, lanchonetes. Então, escolhemos um dos restaurantes por ali para desfrutar de uma deliciosa moqueca de peixe.
A tarde foi reservada para visitar o centro histórico de São Luís, na parte antiga da cidade. Palácio dos Leões, lojas de artesanato e as construções tombadas pelo patrimônio histórico eram o objetivo.

Palácio dos Leões

Centro histórico e comercial



Uma das muitas escadarias no centro histórico

Os azulejos portugueses, marca da cidade

Lojas de artesanato



Os demais dias foram reservados para o lazer dos shopping centers, piscina e praias, porque viajando com criança, não tem saída. E, claro, visitando o litoral seria até um pecado não se deleitar com a água. A praia da Ponta d'Areia, infelizmente, é apenas para contemplação, já que é altamente poluída. Na verdade, o litoral dentro do espaço urbano está meio comprometido, mas ainda assim, a praia do Calhau foi nossa escolha. Como era baixa temporada, estava vazia e parecia reservada só pra nós. 



Praia da Ponta d'areia



São Luís tem muitos locais de artesanato. Um deles é a Ceprama, que é um galpão que expõe o folclore e artesanato local, como os artigos em látex, rendas, redes e outros.






Pela proximidade a Belém, São Luís torna-se boa alternativa para curtir praia, artesanato e um bom descanso, já que não é uma cidade que costuma receber um grande número de turistas, mesmo na alta temporada. Dispõe de boa hotelaria, com preços razoáveis, além de não ser uma cidade cara no aspecto gastronômico. Quem pretende ir de carro ou alugar um para circular na cidade, deve estar preparado para se deparar com uma infinidade de rotatórias e se sentir um 'peru doido' nos primeiros dias, até se acostumar com o trânsito. No mais, é só ter o mapa em mãos e desbravar!
   

sábado, 7 de janeiro de 2012

Alcântara - Maranhão (março de 2010)

Já fazia algum tempo que eu ouvia boas recomendações de Alcântara. Somado a isso, existia a curiosidade de conhecer o lugar que abrigou a família real portuguesa por certa temporada. 
O problema foi que escolhemos a pior maneira de chegar até lá. Pela estrada! Se pensa, algum dia, visitar Alcântara, jamais o faça por via terrestre. Prefira o acesso por escuna/barco que saem diariamente de São Luís.
Era nossa primeira viagem de carro para um outro estado, então decidimos arriscar, mesmo sabendo que o caminho era cheio de percalços (só que a gente não imaginava que era tanto!). Encontrar um pedacinho de asfalto no meio daquela buraqueira toda é como encontrar um oásis no deserto. Já se pode sentir o drama!
Saímos de Belém às 7 horas da manhã, já com as paradas definidas no roteiro (refeição, abastecer o carro e as outras intercorrências). Até Alcântara seriam cerca de 570 km.
Alcançamos Alcântara às 17 horas, depois de um rali penoso. A pousada que reservamos fica no que pensamos ser a principal rua da cidade. Chama-se Pousada do Mordomo Régio (sem site oficial, mas esse link pode ajudar http://blogalcantara.wordpress.com/2008/09/18/pousada-do-mordomo-regio) e soubemos que o prédio que abriga a pousada foi antes a academia de letras da cidade.

Fachada da pousada

Boa parte da arquitetura local é do período colonial, com construções de pé direito alto e varandas. As ruas revestidas de pedras e as arandelas na parte externa das casas dão um charme particular. A iluminação  nessa cidade é toda subterrânea, portanto, dispensando os postes e fios que poluem o visual.
Caminhando pela cidade, é possível encontrar muitas ruínas de igrejas ou pequenos castelos construídos para abrigar a família real em uma temporada que passaram ali. E isso traz todo aquele ar histórico que a cidade tem.








Em Alcântara, está instalado um centro de lançamentos de foguetes. A sede fica no centro da cidade, mas a base dista alguns quilômetros do centro e está aberta a visitas, mediante autorização. Existe a possibilidade de visitar, também, quilombos que existiram ali. Ainda há descendentes de escravos vivendo nesses quilombos.  


Por ser uma cidade pequena, esgota-se Alcântara em apenas um dia de visitação. Caso queira uma orientação sobre as particularidades da cidade e seus pontos históricos, há vários guias circulando por lá, que são, claro, moradores tentando descolar um trocado. 
Uma coisa gostosa de se fazer é aproveitar o entardecer ventilado na praça central, admirando o mar e comendo um doce de espécie (que se parece com a cocada). Isso é o que pode se chamar de vida mansa.


Alcântara é muito charmosinha. É mais um pedacinho da história (nem sempre exemplar) desse nosso Brasil. Ruínas, quilombos, traços que ainda são mantidos para registrar essa história. Mas lembre-se: evite chegar por via terrestre! ;)  




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Buenos Aires

Com a cotação do Real em alta, valendo o dobro do peso argentino, Bs As passou a ser destino certo para os brasileiros. E é um destino muito válido! Tem sido um lugar muito procurado pelos recém casados para desfrutar de uma lua de mel em mais alto estilo. De fato, a cidade inspira o romantismo, com seus muitos restaurantes, casas de tango e o ar europeu dos bairros mais tradicionais.
Foi a primeira vez que lançamos mão de uma viagem programada por agência de viagens, porque até então todas haviam sido independentes. Como tinha sido um pacote tentador, com oferta de hotel 5 estrelas, traslado e suporte da agência por um preço muito acessível, decidimos investir.   
A hospedagem foi no Hotel Panamericano, localizado na Rua Carlos Pellegrini, uma das paralelas da conhecida Avenida 9 de Julho, a um passo do Obelisco. Portanto, localização privilegiadíssima. Hotel sofisticado, de design italiano e com um belíssimo spa no último andar. O link abaixo traz algumas informações sobre o lugar:

No primeiro dia, nos foi reservado um city tour - coisa que particularmente não gosto, dadas as limitações - em que foram mostrados os principais pontos turísticos, tais como o famoso estádio do Boca Juniors - La Bombonera, Teatro Colon (na época, em reforma), El Caminito e seu colorido, Praça 9 de Julho, Casa Rosada, Obelisco e, por fim, Puerto Madero, lugar aconchegante com uma gama imensa de cozinhas, onde almoçamos (um bom almoço para dois, por 80 pesos).
Aliás, a gastronomia em Bs As é um ponto muito forte. Mas brasileiro sofre um pouco, porque estamos acostumados ao nosso arroz/feijão de cada dia e encontrar um local que venda pelo menos o arroz é uma verdadeira caça ao tesouro. A culinária é à base de batatas e carnes, mas não menos saborosa.

La Bombonera

Teatro Colon

Plaza de Mayo (palco de protestos)

Casa Rosada (sede do governo argentino)

Outra tomada da Casa Rosada

El Caminito (herança da imigração italiana)

O colorido das ruas do El Caminito

Obelisco

Puerto Madero

Panorâmica de Puerto Madero


Uma opção para se locomover em Bs As é o uso dos metrôs ou, melhor ainda, os táxis. As corridas saem por preço bem acessível. Mas recomenda-se negociar antes com os taxistas, porque existem comentários de que eles costumam circular um pouco mais, fazendo com o que o valor da corrida fique mais 'azedo'. Mas enfatizo que pegar o mapa, sair caminhando e desbravando a cidade é a melhor pedida! 
Existem muitos outlets em Bs As e os turistas, geralmente, dispensam um dia para esse tipo de tour. Os mais visitados estão no bairro da Recoleta. Como foi uma viagem rápida de 3 dias, deixamos de fora do roteiro, mas fica a promessa de retorno e desfrute das ofertas dos outlets. Nos arredores do hotel em que ficamos, há muitas lojas tentadoras, com roupas bem baratas e artigos de couro com preços bem em conta. A Rua Florida é parada obrigatória e abriga uma luxuosa galeria - Galeria Pacífico - com as diversas marcas do mundo da moda. 
Galerias Pacífico

Programa imperdível, mesmo, são os shows de tango. Existem dezenas de casas de tango em Bs As e nos parecia difícil optar por uma, até que recebemos uma valiosa orientação do concierge do hotel, que nos sugeriu ir a uma casa de tango mais tradicional, fora dos padrões turísticos. A escolhida foi Cafe de los Angelitos, lugar charmoso, em que é possível curtir um bom show de tango, já que as reservas são limitadíssimas (apenas 40 casais por apresentação). O pacote do show inclui traslado e jantar (pagamos 200 dólares, o casal). Mais informações, no site do cafe: http://www.cafedelosangelitos.com/

A entrada lembra os cafes franceses

A decoração interna regada a fotos antigas

Uma foto proibida, já que não é permitido fotografar durante o show

Um dos pratos do menu (filé de chouriço, com batatas - claro!)

Tarte tatin (torta de maçã) com creme de baunilha gelada

Uma das dançarinas do elenco

Buenos Aires valeu por muitas razões. Clima da cidade, arquitetura, gastronomia e especialmente pela vantagem de chegar com capital mais valorizado que a moeda local. Recomendamos! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Veneza

Cheguei numa ensolarada Veneza (mas às vezes repentinamente fria), pelo aeroporto de Marco Polo. Minha amiga Rosi e marido já me aguardavam na barca e entrei na ilha em grande estilo - pelo canal. Veneza, na verdade, é formada por um conjunto de pequenas ilhas, uma delas Sacca Fizzola, minha hospedagem.
O transporte entre essas ilhas se dá pelo chamados 'batelos', que atendem às ilhas em horários e rotas determinados. Lá também, as muitas gôndolas ficam 'estacionadas' à espera de turistas. Entre as ruelas da ilha, é possível admirar as vitrines das grandes marcas, como Prada, Louis Vitton e tantas outras.

Um dos 'estacionamentos' de gôndolas na Piazza San Marco

Igreja de San Marco

As muitas pombinhas que já são cartão postal da San Marco 

Campanile

O luxo

Um passeio de gôndola, dependendo da temporada, pode chegar a 90 euros por cerca de 90 minutos. Existem gondoleiros que fazem uma pequena travessia, apenas para proporcionar a emoção de estar em uma gôndola ou faturar a foto (como no meu caso). E se consegue isso por apenas 1 euro por trecho, que é apenas a travessia de uma margem à outra.


Andar pelas ruas/becos de Veneza nos remete à história. Tem um cheiro e aparência de mundo antigo (e é!). Os pequenos canais, as pontes, os prédios em ruínas, as gôndolas dançando no ritmos das águas, tudo um tão grande fascínio!



A famosa Ponte do Rialto


A uma hora da parte central de Veneza, estão as ilhas de Murano e Burano. A primeira conhecida pela larga produção de cristais, com artigos belíssimos, tais como lustres, vasos, bibelôs. A ilha de Burano é famosa pelo seu colorido e pela produção de renda. Infelizmente, só pude visitar Murano e achei encantadora.

Os lustres finíssimos, que em geral custam alguns milhares de euros


Oficina de cristais


Veneza é, de fato, um lugar para os casais. Além de desfrutar dos restaurantes e bistrôs espalhados pela ilha de San Marco, desbravar e se perder nas ruelas é o plano de ordem para quem deseja sentir a essência da cidade.