sexta-feira, 13 de maio de 2011

Holanda

Depois de toda aquela novidade de tirar passaporte, decidir sobre estadia e descobrir algumas curiosidades dos lugares por onde passaria, finalmente eis que desembarco em Amsterdã. O frenesi era duplo: ver as nuances de um dos países mais liberais do mundo e rever Cecília, amiga de infância, residindo na Holanda há muitos anos. Depois da alegria do reencontro, seguimos para Roterdã, cidade em que Ceci reside.  Porque eu fui recebida em casa de amiga, não tenho dados sobre hospedagem na Holanda. Fico devendo essa informação.
Os dias que se seguiram foram projetados para desbravar. O charme de Roterdã, que é referência para a arquitetura no cenário mundial, se traduziu nos museus. Logo abaixo, entrada do Museu Boijmans (na época paguei 7 euros pela entrada) e uma das exposições, que a propósito era de um brasileiro: Hélio Oiticica.

Entrada do Boijmans

Obra 'Útero' de Helio Oiticica

    As construções da parte mais antiga de Roterdã são as que subsistiram aos flagelos da guerra. Arquitetura muito charmosa. O legal são as grandes janelas de vidro, em que é possível contemplar a decoração das casas e até mesmo os porta-retratos com as fotos da família... é possível até você imaginar a história daquelas pessoas. Como eu sou andarilha, eu passava várias vezes à frente daquelas casas, me deleitando com cada detalhe, mas me senti retraída em registrar aquelas imagens... não sei se a câmera captaria o que eu via. E cada vez, me imaginava ocupando algum daqueles apartamentos, acrescentando os meus detalhes.


Num outro dia, foi a vez de conhecer outra cidade: The Hague, a sede do governo holandês. Com direito a ver um palácio pela primeira vez na vida! Com carruagens desfilando por toda parte, a cidade é um museu a céu aberto. Sem contar que o lugar é todo organizadinho, parece casinha de bonecas... e tem uma praia!! Mas que é só pra admirar as ondas quebrando, porque a água congela horrores. Acho que deve existir alguns corajosos que se aventuram no sacrifício.

Palácio oficial da família real







E finalmente, encontrando a vibração de Amsterdã. A rua da luz vermelha com oferta de sexo para todos os gostos, as lojas com venda de maconha e haxixe, uma parte da cidade que nos afronta com uma visão surreal. O lugar é também um show de cultura... os muitos museus confirmam isso. É vibrante porque há gente circulando todo o tempo, artistas de rua expondo suas habilidades, um não sei quanto de línguas faladas. Nossa!! E as barraquinhas de flores?? O aroma que vai se espalhando ao redor e o colorido que deixa tudo mais divertido. O passeio de barca pelos canais é imperdível!! Uma visitinha ao museu de cera Madame Toussaud é de lei (paguei 20 euros pela entrada), mas você pode adquirir os tickets, previamente, através do site (http://www.madametussauds.com).

Querendo ver algo diferente, basta desembolsar alguns poucos euros (na época 2 euros)

As moças nas vitrines oferecendo os seus 'serviços' 


Museu bem no meio de um dos canais

Outro palácio da família real, mas que hoje é um museu

Ceci - reencontro após quase 20 anos 



O passeio de barca, pelos canais


Eu e Bono no Madame Tussaud :)



Pena que foi só um dia... mas um dia intenso, de verdade. Tem aqueles lugares que você registra na memória como sendo um digno de retorno e Amsterdã é um deles.
Devo frisar que locomover-se na Holanda faz-se basicamente por trem. E eu particularmente acho que o preço é um tanto salgado. À época (junho/09), um one way ticket de Roterdã para Amsterdã custava 11 euros. Mas considerando-se que se você estiver em Amsterdã e deseja visitar alguma outra cidade, isso pode ser feito apenas uma vez, já que é possível esgotar as visitas num só dia.
Vale visitar!! É o que posso garantir.

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