sábado, 14 de maio de 2011

Londres

No roteiro que eu havia traçado, Londres não fora incluída. Que pecado eu cometeria se no apagar das luzes eu não tivesse decidido por visitar a cidade!!! Com tudo projetado, em uma das pesquisas de viagens, me deparei com as ofertas das companhias low cost. Tentadoras! Não pensei nem meia vez e comprei os tickets de ida e volta, saindo de Amsterdã num bate e volta de 3 dias - a bagatela de 60 euros pela Easyjet (http://www.easyjet.com), num vôo de apenas 1 hora. Daí a razão porque os europeus estão sempre arrastando uma mala. Eles se rendem a todas essas facilidades, não tem como resistir.
Numa quarta-feira de junho de 2009, às 19 horas, desembarquei no aeroporto de Gatwick que tem trens saindo a cada 15 minutos para a estação de metrô Victoria (na época £10). A partir daí, é possível você se deslocar para o ponto de estadia sem maiores transtornos. Como o b&b que eu havia reservado ficava no bairro de Victoria, desci ali mesmo. E foi então que se deu meu encontro com a bela Londres. Foi amor à primeira vista!!! Me desapareceu o fôlego ao sair da estação e me deparar com aquela grandiosidade. Olha, não sei explicar, senti algo diferente. Acho que só quem visita Londres sabe a que me refiro.  
De mapa nas mãos, caminhei por alguns quarteirões até o b&b e fiz o check-in. Foi só o tempo de deixar a mala no quarto e seguir as informações que recebi do recepcionista. Como os londrinos são loucos por comida oriental, tive que me fazer de londrina. Um jantarzinho chinês num restaurante charmoso (não gravei o nome, que feio!) com janelões de vidro que permitiam continuar contemplando a minha nova paixão - Londres £17 pelo jantar).
No dia seguinte, minha visão da janela do quarto me deixou eufórica. A cidade me chamava! Conseguia ver o que não pode deixar de ser visitado em Londres.

Vista da janela do meu quarto de hotel

Fiquei sabendo que o hotel oferecia um serviço de guia. Por 35 libras, tive a companhia de um guia indiano durante 4 horas. Acho que foi ali que aprendi mesmo a falar e entender inglês. Gente, que difícil entender o inglês dos orientais!! Só quem é nativo é que saca as coisas. De tanto que eu pedia pra ele repetir, vai ver o pobre estava prestes a me jogar no Tâmisa. Mas ganhei um guia super atencioso que me doutrinou no uso do metrô e os atalhos para alcançar os pontos turísticos.
O legal de Londres é que os pontos principais ficam muito próximos uns dos outros. Então, numa manhã, você consegue ver o Big Ben, o Parlamento, a London Eye, a Abadia de Westminster e ainda assiste à troca da guarda que acontece todos os dias às 11.30 horas durante a primavera e verão. No inverno e outono, existe horário diferenciado e é prudente checar, caso você visite nesse período. E foi o que ocorreu. Meu dia se resumiu nesse perímetro, começando pelo Big Ben e Parlamento (a estação Westminster fica bem em frente dos dois).

O imponente Big Ben

A parte final do prédio do Parlamento Inglês

Passando pela Abadia de Westminster, topando com um double-decker bus, seguindo depois para ver a troca da guarda e contemplar o Palácio de Buckingham. 

Abadia de Westminster



Aquecimento para o changing guard - a troca da guarda do Buckingham 

Fachada do Buckingham
 
Jardins em frente ao palácio



Com uma caminhada final pelo parque St. James até a London Eye, para então de novo comer em um restaurante chinês (eu já sentia meus olhos apertadinhos).

Parque de St. James

London Eye

 A sexta-feira foi reservada para as visitas a London Tower, Tower Bridge e Saint Paul Cathedral (essa última fico devendo as fotos, porque devo tê-las apagado sem querer).

London Tower

Tower Bridge

Na noite de sexta, me aventurei na degustação da culinária indiana. Os pratos com nome em hindu (portanto jamais me lembraria), mas com descrição em inglês. Pedi uma entrada com geléia de manga com pimenta (essa é boa) e uma pasta que parecia de raiz forte (quase engasgo). O prato principal era um peixe que mais parecia enfeitado para um sacrifício, coberto de coentro, especiarias e pimenta... muita pimenta! Mas o sabor era agradável até (£22 pelo jantar). Caminhando pelas ruas de Victoria às 23 horas, sozinha, sem medo algum e sendo flechada pelas muitas câmeras que até então eu não havia notado que existiam, alcancei o hotel. Acordar cedo no dia seguinte, porque o conto de fadas havia terminado. Às 7 horas tomei o vôo de volta a Holanda, saindo de Stansted e foi possível inclusive recuperar o sono no táxi a caminho do aeroporto, de tão longe que é do centro de Londres. Não recomendo esse aeroporto pela longa distância e o tanto que você gasta de transporte para chegar até ele (naquela época paguei 60 libras - um absurdo!).
Mas o saldo disso tudo: conhecer a cidade mais fascinante desse planeta, a ponto de aceitar tocar gaita no metrô como meio de sobrevivência, só para ter a oportunidade de morar lá um dia.
Londres, love ya! 

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