Nesse pequeno roteiro de viagem, a maioria das pessoas me pergunta o porquê de haver escolhido a Turquia, particularmente Istambul. Eu realmente sabia muito pouco sobre o país, embora sempre tenha tido curiosidade pelo Oriente. Mas durante esses anos de 'surf' pela internet, a gente acaba fazendo contato com pessoas pelo mundo e um desses contatos foi o Serkan, morador de Istambul. Falávamos sobre a cidade e alguns pontos do país e ele me enviava fotos. Uma dessas fotos foi de um passeio de balão pela Capadócia. Aí gamei! Decidi que queria ir lá também. E foi então que encaixei o espaço de quase quatro dias no roteiro. Mas o meu erro foi não pesquisar mais sobre a Capadócia e na minha ingenuidade acabei acreditando nos relatos de 'muito cuidado com os turcos'. Era a primeira viagem sozinha e em um país muçulmano, de tradições diferentes, de uma visão diferente sobre a figura da mulher, então acabei deixando a Capadócia de lado, por ser um lugar mais remoto e de acesso um tanto complicado, caso se decida ir de ônibus - os bilhetes aéreos costumam ser bem mais caros e é prudente planejar com bastante antecedência.
Comprei um vôo amsterdã-istambul-veneza, já que visitar uma amiga em Veneza seria o próximo passo. Cheguei em Istambul às 20 horas e, para minha surpresa, minha mala havia ficado em Munique porque não houve tempo de embarcá-la na conexão. Resolvido o problema com uma funcionária do aeroporto muito atenciosa (que até hoje não esqueço o nome dela: Fatos), encontrei com o pessoal do transfer e segui pro hotel. A mala seria entregue no dia seguinte. Ah, o hotel também foi um achado do Serkan, que conhecia o amigo do amigo do dono do hotel e conseguiu uma barganha pra mim. Hotelzinho em estilo otomano, muito charmoso. A diária normal era 60 euros pra um quarto single, mas paguei 30 euros. O transfer aeroporto-hotel-aeroporto saiu por 40 euros. Os amigos da internet são valiosos!!!
Aqui vai o link do hotel, a quem interessar possa: http://www.yusufpasakonagi.com/
Aqui vai o link do hotel, a quem interessar possa: http://www.yusufpasakonagi.com/
Dia seguinte, dia de incursões. O hotel em que fiquei é bem no coração de Sultanahmet, bairro na parte asiática de Istambul, a dois passos da Aya Sophia, Mesquita Azul, Palácio Topikapi, entre outros. Como era uma terça feira e o Palácio Topikapi não abre nesse dia, só me restou os outros pontos nos arredores. A Aya Sofya ou Basílica de Santa Sophia é espetacular!!! (em junho de 2009, a entrada custava em torno de 10 liras turcas).
Aya Sofya
Entrada da Aya Sofya, que também é um museu arqueológico
Dentro do Aya Sofya, que já foi mesquita, depois igreja e hoje é museu
Coluna da transpiração (a ideia é colocar o polegar direito em um buraco que há na coluna e girá-lo, porque acredita-se que traz boas vibrações... se dá certo eu não sei, só sei que entrei na fila)
A Mesquita Azul (Blue Mosque) com seus seis imponentes minaretes é fascinante. Como é muito turística, não há exigência de cobrir a cabeça com o véu (que são emprestados na entrada), mas somente os ombros e braços. Os sapatos devem ser retirados também e acondicionados em um saco plástico também fornecido na entrada (que é franca).
Vista da imponente mesquita azul
Pátio da mesquita azul
Interior
Outra visita magnífica foi ao Palácio Topikapi (que não abre às terças-feiras). Era morada de sultões e fica localizado à beira do Mármara, proporcionando uma vista maravilhosa. É possível notar que os portais dos diversos palacetes são banhados a ouro. Na verdade, a suntuosidade é percebida desde os jardins, na entrada.
maquete do Topikapi
Outro lugar emocionante de se ver é a Cisterna Basílica. Herança romana, já foi usada como locação para um dos filmes de James Bond.
O Grand Bazaar é a versão torre de babel do comércio. Todo tipo de artigos de artesanato e comida sendo oferecido. É bem fácil se perder ali porque existem várias entradas/saídas e todos os corredores se parecem e bastam apenas alguns poucos minutos para que você não saiba por onde entrou.
Uma das entradas do Grand Bazaar
Ponto que não pode deixar de ser visitado é a Torre Gálata. Ela tem cerca de 70 metros de altura e foi construída no ponto mais alto da cidade. No passado, foi utilizada como ponto estratégico para verificar as embarcações que se aproximavam do território. A partir dessa torre, é possível ver cada canto de Istambul e digo a vocês que foi nesse local que pude perceber o fascínio e vibração dessa cidade.
O fantástico de se estar em Istambul é que, em questão de minutos, você pode atravessar de um continente a outro. Sim, isso porque Istambul é a única cidade do mundo que está sitiada em dois continentes - Europa e Ásia. A Ponte Gálata, que passa sobre o Mármara, liga a parte européia à parte asiática.
Ponte Gálata vista do alto da Torre Gálata
É também ponte levadiça, para dar passagem às grandes embarcações
O click é da parte européia. Do outro lado, onde se vêem os minaretes, é o lado asiático
Há museus interessantíssimos - de cerâmicas, mosaicos, indumentárias de povos antigos e, claro, de tapetes. O museu arqueológico é enorme e abriga a tumba de Alexandre, o grande. Como marinheira de primeira viagem, deixei de tomar nota de valores de tickets de entradas, mas posso assegurar que não passam de 15 liras turcas.
Museu de cerâmicas
Museu de indumentárias antigas
Museu de mosaicos (Mosaic Museum)
Museu arqueológico de Istambul
Museu de tapetes
De primeira impressão, fiquei encantada com Istambul. Confesso que cheguei lá toda cheia de preconceitos, achando que era um povo sisudo, fechado. Ledo engano!! Povo vibrante, cidade vibrante. Foi uma doce descoberta. É claro que aquela fama que os turcos têm de serem galanteadores foi constatada. Mas eles dão investida e se você der a entender que eles não podem seguir em frente, eles recuam. Mas eles não dispensam não. Meninas solteiras ficam sozinhas se quiserem!!! É você sentar em algum lugar, que eles chegam chegando, rsrs.
2 comentários:
Ah, eu quero andar de balão na Capadócia! Sonho...
Tudo indica que esse ano 'the dream comes true'.
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